quinta, 27 de junho de 2019 - 10:16h
Justiça do Amapá realiza exercício de Constelação Familiar para internas do IAPEN
Atividade aconteceu no auditório da Penitenciária Feminina e contou com a participação da desembargadora Sueli Pini
Por: Assessoria TJAP
Foto: Tjap

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos – NUPEMEC/TJAP, realizou um exercício de Constelação Familiar para seis detentas do Instituto de Administração Penitenciária do Estado – IAPEN. Com as presenças da desembargadora Sueli Pini, de servidoras e cinco voluntários do curso de Conciliação e Mediação de Conflitos Judiciais da Comarca de Santana, foi trabalhado um círculo de diálogo onde as internas puderam conversar sobre as questões conflituosas que atrapalham o cumprimento das penas no ambiente prisional, além de fortalecer os laços de humanização.

A desembargadora Sueli Pini destacou que “esses exercícios promovem o autoconhecimento e, sobretudo, despertam a responsabilização pela prática delitiva, com perspectivas de mudanças comportamentais significativas, que ajudam no atendimento realizado pela equipe psicossocial”.

A instrutora do Nupemec, Sônia Ribeiro, ministrou sobre as ordens superiores que regem as relações humanas, as três ordens da vida segundo o terapeuta alemão Bert Hellinger: pertencimento, hierarquia e equilíbrio.

“Fizemos uma demonstração com bonecos e palavras para um melhor entendimento dos emaranhados de conflitos que elas viviam antes do cárcere, a sua realidade atual e como elas vão conduzir suas vidas após a saída do IAPEN. A ideia era mostrar essa força que vem de dentro do ser humano, por isso fizemos exercício de constelação familiar sistêmico”.

Durante o círculo de conversas, foi detectada a necessidade de fazer atendimentos individuais de exercício de constelação familiar para que as detentas possam desenvolver melhor seus conflitos e tomar decisões necessárias para uma mudança comportamental

“Quando elas falam a respeito do que dói no coração e das suas angústias, isso faz com que se sintam mais fortes e mais responsáveis pelos atos que cometeram, criando assim condições de enfrentarem melhor o cumprimento de suas penas. Necessitamos de momentos como este, que despertem nelas o desejo de mudança e de transformação em suas vidas, para que saiam do cárcere mulheres renovadas”, ressaltou a instrutora Sônia Ribeiro.

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